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terça-feira, 28 de maio de 2013
Os geógrafos são profissionais que estudam a Terra. Mas como é isto? Eles sabem tudo sobre o revelo, o clima, a vegetação e os rios que constituem o nosso planeta.
Mas não é só isso! Também estudam economia, a distribuição geográfica populacional, as divisões políticas entre os países, as diferenças culturais e muito mais.
Pesquisam como as comunidades e habitantes se relacionam com o meio em que vivem!
Os geógrafos exercem um papel muito importante atualmente, cuidando do nosso planeta e auxiliando no planejamento urbano, no manejo de recursos naturais, no planejamento da construção de hidrelétricas e pólos industriais, que são fundamentais para a sociedade, mas que exigem responsabilidade para que o impacto ambiental seja o menor possível!
Algumas das atividades exercidas pelos geógrafos:
- Ensino: leciona no ensino fundamental, médio e superior.
- Planejamento urbano: planeja o crescimento e desenvolvimento de uma determinada região ou município.
- Geografia física: estuda os aspectos físicos da Terra, como clima, solo e vegetação.
- Geografia humana: interpreta os dados sociais e econômicos de uma população. Planeja a ocupação de áreas urbanas e rurais.
- Geopolítica: analisa a relação entre espaço geográfico e a organização econômica, política e social de uma região, país ou bloco de países.
- Meio ambiente: estuda os ecossistemas e previne impactos ambientais causados pela ocupação de terrenos. Faz o manejo de bacias hidrográficas.
- Planejamento territorial e urbano: organização dos espaços urbanos ou rurais para a instalação de pólos industriais, barragens e outras grandes obras.
Nossa dica de hoje é o blog do professor Renato Hirtz, um
espaço virtual que têm como marco referencial a educação, servindo como uma “fonte de informação, atualização, dicas, ponto
de partida para consultas, reflexões, comentários, colaborações, histórias e
causos que giram em torno do ensino, da aprendizagem, de toda a sua dinâmica e
de fatos correlatos que influenciam todo este processo de alguma forma”.
Olá, pessoal. A dica de hoje é apresentar um tutorial bastante interessante do site UNIVERSIA para quem esta na correria do fechamento de uma monografia.
“Fazer um trabalho acadêmico exige muito de qualquer pesquisador ou estudante. Além de todo esforço em torno do tema do trabalho, é fundamental ainda, adequá-lo às normas de apresentação. Afinal, de nada vai adiantar você empenhar todos os seus esforços no desenvolvimento do tema se na hora de apresentá-lo ele não estiver dentro dos padrões estabelecidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Esses padrões foram criados por Comissões de Estudo que são formadas por diferentes grupos com participação de universidades e laboratórios, além de produtores e consumidores. Eles serão cobrados em quaisquer apresentações de trabalhos acadêmicos e não cumpri-los representa falta grave que levará sua apresentação ao fracasso.Neste tutorial, o Universia pretende mostrar as características fundamentais para montar corretamente a estrutura do trabalho acadêmico e usar corretamente as formatações necessárias de acordo com aquilo que a ABNT estabelece.
Os vídeos a seguir discutem o conceito de "justiça climática".
Olá, pessoal. A dica de hoje é o site: WONDERSOFTHEWORLD.TV.Ele apresenta lugares especiais de várias partes
do mundo, como por exemplo: As pirâmides do Egito; a Grande Muralha da
China; as Cataratas do Iguaçu, o Rio de Janeiro,Ilhas Galápagos,Monte everest, entre
outros. Eles são apresentados de uma forma moderna: vídeos, favoritos para o
Google Earth e links para a Wikipédia. Você pode ainda compartilhar suas
experiências, escrevendo uma resenha sobre os lugares que você visitou!. Apesar do site estar todo em inglês, é uma experiência facinante. Você poderá passar algumas horas explorando este banco de informações que fascina pela qualidadeClique aqui e veja este espetáculo.
Abaixo você pode conferir um dos vídeos que são disponibilizados na plataforma, que apresenta o Taj Mahal, um dos mais belos monumentos da Índia.
Crítica sobre este filme: Comparar o impacto que "Ilha das Flores" causou ao ter a sua primeira exibição pública, na noite de quinta-feira, 15, no Cine Embaixador, em Gramado, aquele que a apresentação de "Cidadão Kane", de Orson Welles motivou há quase 50 anos, é exagero. Mas não há dúvida de que raras vezes um curta-metragem trouxe tanto entusiasmo junto ao público e à crítica, quanto este curta do gaúcho Jorge Furtado, que, merecidamente, ficou com nada menos que nove Kikitos na 17ª edição do Festival do Cinema Brasileiro de Gramado. A sinopse de "Ilha das Flores", nada dizia, colocando apenas uma série de perguntas: "Qual a produção mundial de tomates? Como se mede um segundo? Qual a verdadeira queda do Império Romano? Como se fabricam perfumes?", etc. Assim, nem mesmo os mais próximos colaboradores de Jorge Furtado e de seus associados na Casa de Cinema - uma espécie de cooperativa que reúne quatro produtoras gaúchas - sabiam dizer exatamente do que o filme tratava. Ana Maria Azevedo, que com ele realizou "Barbosa" (curta também premiado em Gramado, no ano passado), dizia, imodestamente: - "É difícil explicar o filme de uma forma linear". Realmente, o impacto está na forma com que Furtado construiu o roteiro e, especialmente, na montagem de Giba Assis Brasil. Numa criação dialética - na qual seu realizador não esconde uma clara influência marxista - o filme expõe um raciocínio sobre os meios de produção capitalista, com relação a alimentação: a trajetória de um tomate que, por estar estragado, não serve a quem o comprou, é desprezado para alimentação dos porcos mas é disputado pelos que buscam comida nos depósitos de lixo da "Ilha das Flores" - uma das três ilhas (as outras duas são dos Marinheiros e do Pavão) que, no Rio Guaíba, são usadas para depósitos de lixo - e na qual há criações de porcos (alimentados com lixo). Ali, milhares de pessoas buscam também alimentos. Longe de ficar num documentário formal e esquerdizante, Furtado construiu um filme originalíssimo e que em 90% de suas sequências provoca o riso. Um bom humor inteligentemente desenvolvido através de imagens fixas (num trabalho de pesquisa, com material iconográfico de diferentes origens) e animadas, que ganhou a perfeição com a montagem precisa de Assis Brasil. O público ri bastante, acompanha o desenvolvimento dialético com que Jorge Furtado mostra as relações entre o capital e o trabalho, mas que, no final, atinge o público com imagens das mais fortes: seres humanos buscando um tomate que nem para alimentar os porcos serviu. "Ilha das Flores" é como a sensação de acariciar e provocar cócegas no corpo de uma pessoa e, de repente, quando este está com todas as defesas naturais abertas, lhe aplicar um violento soco nos órgãos genitais. É um grito de dor e horror no final - pela verdade que traz em suas imagens. Assim, não há ninguém capaz de resistir ao impacto que este curta provoca. Claro que há os que podem discordar da forma narrativa e mesmo do fato de fazer uma abordagem de um drama tão terrível de nossa realidade utilizando o humor. Entretanto, ninguém pode negar a inteligência, a competência e criatividade com que o filme foi desenvolvido. Na sexta-feira, no debate sobre o seu filme, Jorge Furtado, com uma extrema humildade, dizia que trabalhou de forma a passar algumas idéias, desenvolvendo o roteiro com dados que buscou no Guinnes e Enciclopédia Abril - para fazer as colocações que recheiam de informações o seu filme - valorizado pela narração do ator Paulo José, gaúcho mas há anos radicado no Rio de Janeiro - e com belíssima trilha sonora de Geraldo Flach. Vindo de experiências bem sucedidas - estreou com "Tormenta" e com José Pedro Goulart, fez o também premiadíssimo "O Dia em que Dorival Enfrentou a Guarda", que teve 8 Kikitos em 1986, e, no ano passado, com Ana Luiza Azevedo, "Barbosa", Jorge Furtado, 35 anos, recebeu não só aplausos, mas também propostas para compra de seu curta e convites para dirigir um longa-metragem. Só que ao contrário de todos os seus colegas que fazem curtas, já com o roteiro do primeiro longa em andamento, ele confessa que não tem, no momento, nenhum projeto para chegar ao longa. Talvez por preferir auxiliar o seu amigo Pedro Goulart na realização de seu primeiro longa, "O Jardim do Diabo", baseado num texto de Luís Fernando Veríssimo - e com filmagens previstas para o próximo ano. LEGENDA FOTO - Com imagens inusitadas - como o porco, em cena - o gaúcho Jorge Furtado fez o filme mais interessante apresentado em Gramado: o curta "Ilha das Flores", premiado com 9 Kikitos.
(Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 21 de junho de 1989 no Estado do Paraná, Página 3. Extraído de Tabloide Digital)